E ele aprendeu a lição mais importante da vida ainda pequeno, na idade em que se começa a aprender o nome das cores.
Mal tinha descoberto o azul e já pensava consigo: queria a parede do quarto toda pintada de azul.
Até que conheceu o verde numa visita à casa de um parente, e depois o amarelo, e o vermelho.
Queria todas elas.
Mas não precisou de ninguém dizer, esperto que ele era, logo viu
Não podia ter o que queria, pelo simples fato de não saber o que queria de verdade.
04/07/09
29 de novembro de 2009
Cores
A chuva e eu

Confesso que nunca pensei que sentiria falta da chuva.
Mas depois de três meses sem ver nenhuma chuva praticamente, alguma coisa aconteceu.
Porque, mesmo quando chovia por lá, a temperatura sempre estava bem próxima de zero grau. Então, não era chuva de verdade. Era uma neve meio chuva, uma chuva quase neve. Molhada demais pra ser neve e fria demais pra ser chuva.
E a primeira vez revendo a chuva foi há um mês atrás quase, enquanto eu voltava a pé pra casa.
Era uma noite quente de segunda feira. Ou, talvez quarta. Ou, mesmo quinta, não sei, não me lembro muito bem desses detalhes, nem mesmo da roupa que eu vestia, mas me lembro da sensação daquele dia.
Uma sensação de ser a única pessoa feliz andando pelas ruas.
E, justamente, pelo motivo que está fazendo as pessoas a sua volta estarem irritadas: por estarem andando na chuva até em casa, se molhando, ficando ensopadas.
Todas aquelas pessoas desesperadas, correndo, reclamando, ilhadas ligando para os outros do celular, com carros buzinando sem parar.
Mas aquele não era o meu mundo. O meu era só meu e da chuva.
15/04/09
21 de novembro de 2009
Vidente é a profissão mais ingrata.
Tá um bafafá danado sobre o mundo acabar em 2012.
Ninguém percebe é que o acelerador de partículas ainda não está funcionando a pleno vapor.
Meus cálculos são que ele ainda deve parar umas vezes e funcionar completamente em 2012, obviamente causando o fim do mundo.
Já consigo ver um grupo de arqueólogos, daqui a uns milhões de anos, achando um pedaço de hd do blogger.com e traduzindo pra língua da época o meu post de agora.
Queria ter hoje metade da fama que eu ainda vou ter nessa época. As crianças vão comentar em toda esquina:
- He´s like Nostradamus, dude.
-Yeah, dude, he rocks.
Esse négocio de previsão ter uma premissa cronológica acaba com a graça toda.
19 de novembro de 2009
"..."
Ainda me impressiona como pessoas pegam a primeira música que está tocando no Media Player e copiam um verso qualquer da música. Depois colam por ai a fora, como se fosse a frase feita sob medida pro momento da vida.
Colam porque acham poético e bem escrito, e só. É a vontade de encaixar algo bonito no momento; romancear a coisa.
Claro, se o intuito é ter algo bonito para outros lerem, então é esse o caminho mesmo. Podem içar as velas e botar os óculos escuros, que o barco está no caminho certo.
Agora, se é pra fazer referência a algum sentimento próprio, como às vezes parece ser, que escrevam meia dúzia de palavras mal escritas e sinceras.
E tenho dito.
11 de novembro de 2009
Continue lendo este post..."We rest here while we can, but we hear the ocean calling in our dreams,
And we know by the morning, the wind will fill our sails to test the seams,
The calm is on the water and part of us would linger by the shore,
For ships are safe in harbor, but that's not what ships are for."
7 de novembro de 2009
Primeiro Post
O mundo nunca foi justo e e nunca será.
Um incêndio destruiu a 90% das obras do Hélio Oiticica, mesmo depois de os familiares gastarem uma grana com sensores de incêndio.
Já este blog, que eu nunca dei um centavo ao blogger.com pra manter online, nunca me apagou um post sem querer, nem nada de servidor hackeado ou algo assim.
Por isso, resolvi fazer justiça com as próprias mãos, e teclas, e cliques no mouse.
Bem vindos, esta é a inaguração do blog.
E se alguém disser que já viu outros posts, foi ilusão de ótica com certeza.
O calor tem dessas coisas.